sábado, 13 de junho de 2015
Fine on the outside
Eu nunca tive amigos homens enquanto crescia
Então eu aprendi a ficar bem comigo mesmo
Apenas eu, apenas eu, apenas eu
E eu vou ficar bem lá fora
De qualquer maneira, eu gosto de comer sozinho na escola
Então é por isso que fico aqui
Ficar aqui, ficar aqui, ficar aqui
E eu vou ficar bem lá fora
Então eu sento no meu quarto
Depois de horas com a lua
E penso se alguém sabe meu nome
Você choraria se eu morresse?
Você lembraria do meu rosto?
Então eu deixo meu lar
Pego minhas coisas e me mudo para longe
Um dia do meu passado
Eu ria
Eu ria, eu ria, eu ria
Eu acho que vou ficar bem lá fora
Às vezes me sinto perdido, às vezes me sinto confuso
Às vezes acho que não estou bem
E eu choro, e eu choro, e eu choro
Então eu sento no meu quarto
Depois de horas com a lua
E penso se alguém sabe meu nome
Você choraria se eu morresse?
Você lembraria do meu rosto?
segunda-feira, 25 de maio de 2015
April (Tesseract)
O por-do-sol moderno me quebra
Eu gosto de ver coisas queimando, calma e gentilmente
Preciso ver ela abusada até estar satisfeito
Nunca..
Vejo hoje a noite por olhos ensanguentados
Esperarei até você me ver aqui
Deixado tão sozinho
Despido de noite, pecado abandonado
Você não significa nada, nada
Não, você não significa nada para mim
Não vai se sentir mal enquanto estraga tudo?
Me deixa doente saber que ela tem o bastante
Tempos em tempos novamente
Você vê essa noite por olhos ensanguentados
Você não significa nada, nada
Não, você não significa nada para mim
Eu nunca direi uma palavra disso eu juro
Nunca...
Eu espero que saiba
Eu vivo essa noite através de metadona
Essa vida acabou
sexta-feira, 8 de maio de 2015
Camposanto 300 Km por Hora (Mister Hyde Mode On)
Irmã, nasci predestinado
Não me faz ajuda a sedução
por tudo que me faz mal e me faz errado
Nasci predestinado a correr contra luzes
que me apunhalam demais
pra ver se eu cuspo este apetite voraz
de quem nunca soube respirar
sem sentir tantas farpas
de quem nunca soube respirar
sem o sangue na garganta
Faminta irmã, por onde fores devoras esta sina
afasta o cancro que queima e toma minha alma vadia, maldita, sedenta e seca demais
arranca a ferida e esfola a carne fugaz
de quem nunca soube respirar
sem sentir tantas farpas
de quem nunca soube respirar
sem o sangue na garganta
Eu que te quis sempre, ó, escarlate asfixia
Desculpa, a amarga falha entorpece-me a busca
porque nunca soube respirar
sem sentir tantas farpas
porque nunca soube respirar
sem o sangue na garganta
quarta-feira, 6 de maio de 2015
Passive ( A perfect circle )
O doutor me disse
Mas eu não posso simplesmente acreditar nele
Sempre o único otimista
Eu tenho certeza de sua habilidade
Para tornar-se meu inimigo perfeito
Acorde, e me encare
Não finja-se de morto, pois talvez
Algum dia eu vá embora e diga:
Você me decepciona
Talvez você esteja melhor desse jeito
Debruçando me sobre você
Frio e catatônico
Eu tive um breve vislumbre
Do que você poderia e deveria ter sido
É seu direito, e sua habilidade
Tornar-se meu inimigo perfeito
Acorde... porque você não pode?
E me encare... vamos, agora!
Não finja-se de morto
Pois talvez
Algum dia
Eu vá embora e diga:
Você me decepciona
Talvez você esteja melhor desse jeito
Vá em frente e finja-se de morto
Eu sei que você pode ouvir isto
Vá em frente e finja-se de morto
Porque você não pode virar e me encarar?
VOCÊ ME DECEPCIONA PRA CARALHO!
...Besteira passiva agressiva
domingo, 26 de abril de 2015
Esta dentro do seu coração
Imagine que a sua dor é uma bola de neve que vai curar você
Esta é sua vida
É a última gota para você
Melhor do que isso não pode ficar
Esta é sua vida
Que acaba um minuto por vez
Nem um retiro de fim de semana
De onde você estar não pode imaginar como será o fundo
Somente após uma desgraça conseguirá despertar
Somente depois de perder tudo, poderá fazer o que quiser
Nada é estático
Tudo é movimento
E tudo esta desmoronado
Esta é sua vida
Melhor do que isso não pode ficar
E ela acaba um minuto por vez
Você não é um ser bonito e admirável
Você é igual a decadência reflectida em tudo
Todos fazendo parte da mesma podridão
Somos o único lixo que canta e dança no mundo
Você não é sua conta bancaria
Nem as roubas que usa
Você não é o conteúdo de sua carteira
Você não é seu câncer de intestino
Você não é o carro que dirige
Você não é as suas malditas calças
Você precisa desistir
Você precisa saber que vai morrer um dia
Antes disso você é um inútil
Será que serei completo?
Será que nunca ficarei contente?
Será que não vou me libertar das suas regras rígidas?
Será que não vou me libertar de sua arte inteligente?
Será que não vou me libertar do pecado e do perfeccionismo?
Digo: você precisa desistir
Digo: evolua mesmo se você desmoronar por dentro
Esta é sua vida, melhor que isso não pode ficar
E ela acaba um minuto por vez
Você precisa desistir
Estou avisando que terá sua chance."
(Tyler Durden: Fight Club - livro)
domingo, 19 de abril de 2015
Dar um Tempo
O casal lembra um amontoado de papéis colados.
Papéis presos.
Tentar desdobrar uma carta molhada é difícil.
Ela rasga nos vincos.
Tentar sair de um passado sem arranhar é tão difícil quanto.
Vai rasgar de qualquer jeito, porque envolve expectativa e uma boa dose de suspense.
Os pratos vão quebrar, haverá choro, dor de cotovelo, ciúme, inveja, ódio.
É natural explodir.
Não é possível arrumar a gravata ou pintar o rosto quando se briga.
Não se fica bonito, o rosto incha com ou sem lágrimas.
Dar um tempo é se reprimir, supor que se sai e se entra em uma vida com indiferença, sem levar ou deixar algo.
Dar um tempo é uma invenção fácil para não sofrer.
Mas dar um tempo faz sofrer pois não se diz a verdade.
Dar um tempo é igual a praguejar "desapareça da minha frente".
É despejar, escorraçar, dispensar.
Não há delicadeza. Aspira ao cinismo.
É um jeito educado de faltar com a educação.
Dar um tempo não deveria existir porque não se deu a eternidade antes.
Quando se dá um tempo é que não há mais tempo para dar, já se gastou o tempo com a possibilidade de um novo romance.
Só se dá o tempo para avisar que o tempo acabou.
E amor não é consulta, não é terapia, para se controlar o tempo.
Quem conta beijos e olha o relógio insistentemente não estava vivo para dar tempo.
Deveria dar distância, tempo não.
Tempo se consome, se acaba, não é mercadoria, não é corpo.
Tempo se esgota, como um pássaro lambe as asas e bebe o ar que sobrou de seu vôo.
Qualquer um odeia eufemismo, compaixão, piedade tola.
Odeia ser enganado com sinônimos e atenuantes.
Odeia ser abafado, sonegado, traído por um termo.
Que seja a mais dura palavra, nunca dar um tempo.
Dar um tempo é uma ilusão que não será promovida a esperança.
Dar um tempo é tirar o tempo.
Dar um tempo é fingido. Melhor a clareza do que os modos.
Dar um tempo é covardia, para quem não tem coragem de se despedir.
Dar um tempo é um tchau que não teve a convicção de um adeus.
Dar um tempo não significa nada e é justamente o nada que dói.
Resumir a relação a um ato mecânico dói.
Todos dão um tempo e ninguém pretende ser igual a todos nessa hora.
Espera-se algo que escape do lugar-comum.
Uma frase honesta, autêntica, sublime, ainda que triste.
Não se pode dar um tempo, não existe mais coincidência de tempos entre os dois.
Dar um tempo é roubar o tempo que foi.
Convencionou-se como forma de sair da relação limpo e de banho lavado, sem sinais de violência.
Ora, não há maior violência do que dar o tempo.
É mandar matar e acreditar que não se sujou as mãos.
É compatível em maldade com "quero continuar sendo teu amigo".
O que se adia não será cumprido depois.
(estava lendo o livro "O amor esquece de começar" do Fabrício Carpinejar e achei que essa crônica diz bastante do que penso...)
sábado, 18 de abril de 2015
No Ceiling (Eddie Vadder)
Vem a manhã
Quando eu posso sentir
Que não há nada a ser ocultado
Movendo-se em uma cena surreal
Não, meu coração nunca, nunca estará longe daqui
Tão certo quanto estou respirando
Tão certo quanto estou triste
Manterei essa sabedoria na minha carne
Saio daqui acreditando em mais do que antes
E há uma razão pela qual, uma razão pela qual estarei de volta
Enquanto ando pelo hemisfério
Tenho vontade de subir e desaparecer
Já fui ferido, já fui curado
E para descarregar já fui, já fui autorizado
Tão certo quanto estou respirando
Tão certo quanto estou triste
Manterei essa sabedoria na minha carne
Saio daqui acreditando em mais do que antes
Esse amor não tem limites