segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Real Ficção

Sonho ver que tudo indica que teu norte és minha espera
Entro em lágrimas a não entender à vida de tua maneira
Recordo um dia em que tua real ficção me atiras a queima roupa

Quis ocultar-me atrás de minha lucidez até entender tuas causas
E ainda que não goste dos cegos, eles lhe serão alvo

E eu muito sutil em meu disfarce mais otimista te disparei meu abraço

Sei que há um lugar para os que hoje não veem o sol
Sei que há um lugar para os que não o veem mas sabem que existe

Saltei de golpes após minha liberdade mas me contive a tempo
Junto a minha sombra pude contemplar tua dimensão gigante.
Pois com os anos pude valorizar o mínimo detalhe
Como fechar os olhos, escutar e me manter calado

Sei que há um lugar para os que hoje não veem o sol
Sei que há um lugar para os que não o veem mas sabem que existe

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Para que permaneçamos sendo

Nas solas gastas de teus sapatos,
toda calmaria de teus anos
E os punhos marcados pelas portas que golpeava

Não houve tempestade que colocasse fim a tormenta de sua alma

Nós somos parte de sua sombra,
de teu choro que nos chama

És o fogo que não se pode apagar
És a vida na terra que morreu
És o olho que taparam
És, para que permaneçamos sendo
...

Mil e um rostos monocroma
Sangram nas horas
Não há descanso na ausência
Não havia mais a nossa hostilidade
E tua voz foi mais forte que a dor

És para permanecermos sendo
Para continuarmos existindo