Sem falsa crença, ditosamente acreditei no eterno.
Eu apetecia permanecer ao teu lado.
Como se pudéssemos permanecer unidos sem princípio nem fim...
Tua fala aparente me desfaz vagarosamente
tu encetou as palavras, e assim as findou
Neste momento, nossos devaneios somente nos afasta mais e mais
As mentiras diminutas se misturam à brisa pálida
Estorvando as formas para que meu coração esqueça
O "Adeus" se conservará em mim, e eu vou em frente.
Segurando as lamúrias
Para estar certo do vosso amor.
as lágrimas, indubitavelmente, vão sumir no amanhã.
Talvez um dia nós atingiremos nossa mudança
Do modo como a primavera após o inverno
existirão gélidas noites de tristeza.
Mas se lembre, os profundos sonhos não acabam no final.
quinta-feira, 18 de julho de 2013
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Poema Jet Lagged
Viajar para que e para onde,
se a gente se torna mais infeliz
quando retorna?
Infeliz e vazio, situações
e lugares desaparecidos no ralo,
ruas e rios confundidos, muralhas, capelas,
panóplias, paisagens, quadros,
duties frees e shoppings…
Grande pássaro de rota internacional
sugado pelas turbinas do jato.
E ponte, funicular, teleférico, catacumbas
do clube do vinho, sorbets, jerez,
scanners, hidrantes, magasin d’images et de signes,
seven types of ambiguity,
todas as coisas perdem as vírgulas que as separam
explode-implode um vagão lotado de conectivos
o céu violeta genciana refletido
na agulha do arranha-céu de vidro
Mas ficar para que e para onde,
se não há remédio, xarope ou elixir,
se o pé não encontra chão onde pousar,
embora calçado no topatudo inglês
do Dr. Martens
se a gente se torna mais infeliz
quando retorna?
Infeliz e vazio, situações
e lugares desaparecidos no ralo,
ruas e rios confundidos, muralhas, capelas,
panóplias, paisagens, quadros,
duties frees e shoppings…
Grande pássaro de rota internacional
sugado pelas turbinas do jato.
E ponte, funicular, teleférico, catacumbas
do clube do vinho, sorbets, jerez,
scanners, hidrantes, magasin d’images et de signes,
seven types of ambiguity,
todas as coisas perdem as vírgulas que as separam
explode-implode um vagão lotado de conectivos
o céu violeta genciana refletido
na agulha do arranha-céu de vidro
Mas ficar para que e para onde,
se não há remédio, xarope ou elixir,
se o pé não encontra chão onde pousar,
embora calçado no topatudo inglês
do Dr. Martens
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Ícaro sobre as chamas (Dance of Days)
Caminha em frente
e protege o rosto do vento
que cega e trás memórias
com gosto de câncer e lágrimas.
Quem me dera pudesse ele me levar
pra longe agora que nada existe aqui
além da doença faminta no ar.
A grande união se desfez,
mas não me deixe outra vez
queimar acreditando que nada iria ferir estes
olhos, cansados de sangrar
por todas vezes que espadas
e milagres tornaram meu vinho em veneno para ratos.
ícaro segue rumo ao sol, mas não pode confiar em suas asas
Enquanto nos porões destas fábricas
nosso suor move as máquinas,
a fumaça cinza apaga o sol,
e então saímos pra recolher
os restos por baixo da fuligem.
Por favor não me deixa ver que nós trocamos
nosso sangue por migalhas e que não há mais abrigo
pra se proteger agora que a noite não tem fim.
Segura forte minhas mãos e diz
que amanhã vamos acordar
e nosso leito não vai estar tão sujo e frio...
e protege o rosto do vento
que cega e trás memórias
com gosto de câncer e lágrimas.
Quem me dera pudesse ele me levar
pra longe agora que nada existe aqui
além da doença faminta no ar.
A grande união se desfez,
mas não me deixe outra vez
queimar acreditando que nada iria ferir estes
olhos, cansados de sangrar
por todas vezes que espadas
e milagres tornaram meu vinho em veneno para ratos.
ícaro segue rumo ao sol, mas não pode confiar em suas asas
Enquanto nos porões destas fábricas
nosso suor move as máquinas,
a fumaça cinza apaga o sol,
e então saímos pra recolher
os restos por baixo da fuligem.
Por favor não me deixa ver que nós trocamos
nosso sangue por migalhas e que não há mais abrigo
pra se proteger agora que a noite não tem fim.
Segura forte minhas mãos e diz
que amanhã vamos acordar
e nosso leito não vai estar tão sujo e frio...
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Canto maniqueísta
O crepúsculo vespertino pertencem ao caçador
Àquele que se atreve cruzar a soleira da porta
O longitudinal dos sonhos, anseios e milagres vagos e sombrios
Me avisto no reflexo de teus olhos
Um astro triste no gracioso céu de zero hora
Torne livre o brilho interior que tu se transformou
Brilhe a madrugada com tua oferta solene à divindade
Me retorno à vida para declarar a sagacidade
Sou o entoar do cemitério de memórias
A vida possivelmente será uma quimera e o fim um desejo violento
Um fado final
Um universo de memórias
Àquele que se atreve cruzar a soleira da porta
O longitudinal dos sonhos, anseios e milagres vagos e sombrios
Me avisto no reflexo de teus olhos
Um astro triste no gracioso céu de zero hora
Torne livre o brilho interior que tu se transformou
Brilhe a madrugada com tua oferta solene à divindade
Me retorno à vida para declarar a sagacidade
Sou o entoar do cemitério de memórias
A vida possivelmente será uma quimera e o fim um desejo violento
Um fado final
Um universo de memórias
Um salmo a coronilha
Então se faz início uma ida repleta de traumas
De lance, a pequenina de lábios vermelhos, cai em sono profundo
Cruza a vereda sem volta
Pós fitar a escuridão, ela carregará esta marca até o fim
Mesmo que os mares astrais surjam em maré alta
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Se inicia a provação
Lord Anthony :"Tenha-me paixão tal como se em tempo algum possuísses cicatrizes
Baile o crepúsculo como se tivesses descoberto a vitória
Segure minha mão, lhe mostrarei o que a vista alcançar
Cesse luzes, serre os olhos
E sejas recebida com prazer a minha suntuosa escuridão"
Baile o crepúsculo como se tivesses descoberto a vitória
Segure minha mão, lhe mostrarei o que a vista alcançar
Cesse luzes, serre os olhos
E sejas recebida com prazer a minha suntuosa escuridão"
domingo, 16 de dezembro de 2012
Stella Maris ( Dance of Days )
Deixo a onda me levar
e espero nunca mais voltar
ao cais das dores que senti.
Com os dedos rasgo o mar
e me entrego a mundos que não mais
farão parte de ti.
Ah, Stella Maris guarda
um bom rumo pra mim,
que não quero desistir.
Que, se a vida é amarga
o pouco doce que me diz
já me faz alguém feliz.
Que tudo agora é tão estranho
e até os sabores me escapam.
Visto que minha luz da vida
já não se encontra aqui.
Quando as nuvens cobriram teu brilho
a tempestade me atingiu.
E este teu servo, infausto,
nunca mais sorriu.
É um vazio que consome,
deusa minha, e que arde.
Que tive mãe, minha rainha,
e tive amores.
Rudes.
Tolos.
Frios.
Mortos.
E hoje naufrago aqui
pouco a pouco à ponte em chamas.
Deusa minha, quem me ama?
Quem quer este ser febril?
Me dá teu conforto então
que é tão ruim viver em vão
e ainda penso em sorrir.
Que neste mar em que me perco
carrego um coração seco
e cansado de fugir
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