A cinza dor que cala as nuvens
faz mover as pedras
na cidade que tudo vê
e eu já não sei bem
como comecei a ter distante daqui
o que abandonei no relento
e as chances de que chegasse além
da canção dos trens correndo
Seria saudade então?
Não me lembro de um dia sequer
sem certos cortes
que sei,
jamais irão cicatrizar.
Mas como viveria sem sentir
a garoa no rosto quando é noite
e a lua vem buscar o que lhe pertence e
vem atirar meu corpo à parede pra dizer
que eu sou mais teu que nunca
e dizer que é tão transparente
que mata quem se atreve a querer
viver sem sombra e sem medo
e quem ousa gritar a um mundo
que não faz questão nenhuma de escutar
o que a gente sonha em dizer.
E ser gota que sempre foi mais mar
É só esperar a hora de abraçar
o imenso gigante que sabe tudo,
porque sempre foi parte de mim
como sempre foi minha maior vontade
Saber mais que deixar tão cinza assim...
(Nenê Altro)
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Remembering...
O brilho diminuto que existe e adormece em sonhos,
uma imensidão interior abandonada me enerva...
Podem folhas cair, podem flores nascer,
o efêmero tempo findar e as crianças cantarem...
Eu nunca esquecerei deste luar de dezembro...
uma imensidão interior abandonada me enerva...
Podem folhas cair, podem flores nascer,
o efêmero tempo findar e as crianças cantarem...
Eu nunca esquecerei deste luar de dezembro...
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Chuva
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Shiver 2... (Abnegação)
Shiver...
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
A revelação da Lua...
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Carapaça

O delicado pâmpano abre as fendas
Mais uma ventania começa com veemência
Nada muda nem transforma
E me torno atemorizado e arrependido
De modo real não tenho ânimo pela amplitude do céu
ou no discordante cântico da cigarra, ou até em mim...
Se não for benquisto o que tu sente, então cesse em mim tua procura,
e não a faça nunca mais
Iremos chorar por quais motivos?
Não somos mais sábios que isso?
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