quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
Provisão
coração despedaçado feito papiro em água
contradizendo toda evidência de que não virias
me enviar tua última metade minha...
eu afogado em álcool e incêndios dentro de mim,
banho de sangue não mais ardia
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
terça-feira, 29 de outubro de 2013
A shipwreck in the sand (um naufrágio na areia...)
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
eu, ela, eu... e ela (669 dias)
se tu não estivesse aqui,
decididamente seria monótono,
Saber isso me faria lhe esperar
até o ano de 2035
Reagradeço a ti por toda e qualquer coisa
perdoe-me de verdade por tudo até agora
e saiba que lhe dar o meu melhor foi o primeiro juramento que pude
fazer a mim mesmo com um sorriso no rosto.
Deixe-me falar algumas palavras
Como "obrigado" e "perdoe-me"
Amadureci por ti, me comedi por ti
aprendi o meu tempo e balanço
E, sim, acho que por tua causa.
Tu que gosto.
Tu que gosta de mim
Apenas reverberando sobre o que me fez pensar
que sou importante.
Se fosse nomear esse amor,
chamaria-o de: "Obrigado."
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
Campos Elíseos - Parte 3 - Canto Final.
Fez-se a vítima, pobre diabo...
Campos Elíseos - Parte 2 - Mundanidade
Fez-se algoz, alma infeliz,
a salivar sobre a carne alheia.
Enfia os dedos, pulsa e alicia
um sem fim de vícios.
Iconoclasta, ainda assim idólatra,
serve o suór como comunhão lasciva.
Rastejando ao teu leito
em antropofágica volúpia,
aqueçe teu corpo, tal herege das sombras,
que surge como desaparece.
A beijar teu medo, afagar teu pecado...
Fez-se algoz, alma infeliz,
"Minto por mentir, cuspo por cuspir",
ainda assim vem e se deita.
Triste figura, extasiada aceita:
Do pó veio, pulvéreo será.
Mundanidade...
Campos Elíseos - Parte 1 - Devassidão
Fez-se a vítima, pobre diabo
a arrancar as feridas em busca da dor.
Contempla as chagas que cultiva
qual jardim infértil.
"Semear frustrações, colher agonias",
qual danaídes no inferno de seu sorriso pálido.
Arrasta os passos através dos dias,
falso néscio viciado em esquecer,
sedentário até para morrer,
que inexistente sem sombra no escuro.
Decrépito gosto por mastigar pregos...
Fez-se vítima, pobre diabo.
"Heterogenia" justifica para si mesmo
"Fraqueza" diz a voz que não se cala.
Triste figura, condenada aceita:
Do pó veio, pulvéreo será.
Devassidão...